09 janeiro 2013

Fale-nos sobre sexo- Cristão



A sexualidade envolve o que há de mais íntimo na vida do ser humano. Dependendo do modo como é usufruída, ela tanto pode produzir resultados positivos quanto negativos, seja na área biológica, sociológica, psicológica ou espiritual.
Alguns líderes evangélicos não dão a devida importância que o assunto requer. Uns se recusam a falar sobre sexo porque acham que ele não tem nada a ver com os princípios do cristianismo, e, conseqüentemente, não teria nenhuma relevância. Já outros são tolhidos pela timidez ou acham-se incapazes de ensinar à sua igreja sobre o assunto.
E o resultado é que muitas vezes os problemas de relacionamento entre casais ficam sem solução ou geram separação, porque os cônjuges não receberam um ensino adequado, nem foram orientados sobre como deveriam agir em meio aos conflitos.
Existem crentes que, quando o assunto é sexo, defendem idéias absurdas. Dizem, por exemplo, que Deus criou o homem e permitiu que o diabo inventasse o sexo. Para uma grande maioria, a sexualidade está muito mais associada ao erro e ao pecado do que a algo bom, criado por Deus.
Porém, antes de julgar se o sexo é bom ou mau, precisamos saber quem o criou, com que finalidade ele foi criado e o que devemos fazer para tornar a sexualidade um relacionamento prazeroso.
Deus criou o homem e a mulher, e colocou órgãos genitais diferentes em cada um deles. Ele criou também os hormônios, que atuam na área da sexualidade masculina e são chamados de testosterona. Na mulher, estes hormônios são conhecidos como estrógeno. Deus criou na glande do pênis e no clitóris milhares de vasos sanguíneos, que armazenam uma grande quantidade de sangue para aumentar a sensibilidade. Em suma, Deus deu ao homem o desejo, a libido.
Deus criou o pênis no homem. Um tecido cavernoso que contém grandes espaços venosos, ligados por tecido fibroso revestido de pele. Deus criou os testículos, que são dois órgãos glandulares. Entre outras funções estes órgãos fabricam os espermatozóides e elaboram a testosterona.
Deus criou os canais ejaculadores, que são condutos formados pela união das vesículas seminais com os canais seminíferos. Deus criou o escroto, que é uma estrutura que encerra o testículo, o epidídimo, a parte inferior do canal deferente e o cordão espermático. E por fim Deus também criou as glândulas bulbo-uretrais. Estas segregam o sêmen, líquido que contém mucina, proteínas, água, sais minerais e cerca de 70 milhões de espermatozóides por centímetro quadrado.
Na mulher Deus criou um canal músculo-membranoso extremamente dilatável, medindo aproximadamente entre 8 e 9 centímetros de comprimento, chamado vagina. Deus criou nela os ovários, constituído por duas pequenas glândulas em forma de amêndoa, situadas na cavidade pélvica de cada lado do útero. A função dos ovários é produzir, desenvolver e amadurecer os óvulos. Eles também produzem pelo menos dois tipos de hormônios: estrogênio e progesterona.
Deus criou as trompas de falópio, tubos finos que se estendem da cavidade peritonial ao útero. Através delas os óvulos liberados dos ovários chegam ao útero. Deus criou o útero, que é um órgão muscular em forma de pêra, situado no centro da cavidade pélvica, atrás da bexiga. Durante a gravidez, o útero aumenta consideravelmente, atingindo um comprimento que ultrapassa 30 centímetros. Por fim Deus criou a vulva, que é o conjunto dos órgãos genitais externos.
Os desejos íntimos
Agora perguntamos: por que Deus criou estes dois órgãos genitais que acabamos de analisar? Será Ele um tipo masoquista que criaria no homem desejos naturais que não podem ser satisfeitos? Por que existem milhares de terminações nervosas no corpo do homem que faz com que a sensualidade seja despertada com um simples toque? Para que Deus criou tudo isso? Para brincar com os nossos sentimentos e as nossas emoções?
Deus criou a sexualidade no homem e na mulher para despertar neles a vontade de unirem os seus corpos e saciarem os seus desejos mais íntimos. A sexualidade mata no homem a fome de intimidade que ele tem.

28 dezembro 2012

A Terra Prometida




A Bíblia é um Livro de códigos. Suas histórias são sempre atuais para toda a humanidade. Uma história bíblica bem conhecida é a de Moisés, aquele que retirou o povo hebreu da escravidão.
A história conta que para salvar a vida de seu bebê, a mãe de Moisés deixou-o em uma pequena cesta às margens do rio Nilo. A filha do Faraó encontrou o bebê e acabou criando-o no palácio real, com todo o conforto. Um dia, já crescido, Moisés resolveu sair do palácio e ver o que se passava fora dele. Ao defender um escravo hebreu que era surrado violentamente por um egípcio, acabou matando o egípcio. E por isto teve que se afastar.
Durante o exílio, Moisés viveu em uma cidade vizinha. E foi lá que ele recebeu pela primeira vez a revelação de Deus. Moisés caminhava à luz do dia, em profundo estado meditativo, quando se deparou com uma sarça ardente. A sarça era um tipo de planta comum naquela região era comum arbustos daquele tipo pegarem fogo devido ao calor. No entanto, este arbusto continuava a pegar fogo e jamais se consumia. Mantinha-se ileso. E foi assim que Moisés pela primeira vez viu a face de Deus.
É interessante observar que a primeira revelação de Deus a Moisés se deu através de uma planta comum, em uma situação comum, quando ele olhava para baixo. Normalmente temos a ideia de que uma revelação de Deus deveria se dar em uma grande aparição no céu, em uma noite magnífica. Mas Deus está em todo lugar, e para aquele que está preparado, tomado pela consciência da humildade (e ele olhava para baixo) esta revelação pode se dar a qualquer momento. Todo momento pode ser especial.
Naquele momento Moisés era eleito para libertar os hebreus da escravidão e a partir de então travou uma grande batalha espiritual contra o Faraó, até que conseguiu libertar seu povo, promovendo a abertura do mar.
A história é toda repleta de códigos. O Faraó, mencionado no texto, representa nosso ego exacerbado, que faz-nos esquecer que somos parte de um todo muito maior, e nos impele no desejo de receber só para nós mesmos. É a pura visão da casca. Tanto que os faraós, ao morrer, retiravam os órgãos e mumificavam o corpo, ou melhor, a casca do corpo.
O Egito é uma palavra-código que se refere a uma situação de escravidão à qual a grande maioria dos seres humanos está submetida. É o nosso comportamento repetitivo, caracterizado por padrões compulsivos, que nos afasta de uma vida significativa.
A Travessia do Deserto é o caminho longo, árduo e cheio de dificuldades, que percorremos para sair deste estado de escravidão do aparente e chegar a uma nova consciência.
Finalmente, a Terra Prometida é o estado de consciência elevada, que dá real sentido à nossa existência. Momento em que compreendemos nosso lugar nesta existência, em que atingimos o significado da palavra Amor. Neste estado não há espaço para o medo. Nesta dimensão compreendemos o valor de cada obstáculo com que nos deparamos. Cada um deles traz um significado a mais à nossa vida.
Este episódio nos ensina sobre uma possibilidade sempre atual de mudarmos nossa consciência. Sair do mundo da escravidão significa mergulhar em um mundo desconhecido, para uma travessia muito longa e difícil. Somente com um propósito muito claro é possível enfrentar os confrontos áridos deste deserto e encontrar os caminhos que levam a uma vida significativa.